Enquanto ocorria o alvorecer das manifestações contra o descaso, a imoralidade política, a corrupção descarada, das maracutaias com a coisa pública, entre outros; o Centro de Ensino Fundamental 27 da Ceilândia estava no Crepúsculo de uma “peleja” com objetivos semelhantes. O GDF planejava a imposição do sistema de ciclos no sistema público de Ensino do Distrito Federal e fomos pioneiros em demonstrar, desmascarar e desarticular as irregularidades desta medida populista. O sistema público de ensino não pode ser fundamentado em mágicas com castelos de carta que vão desmoronar. Seria muita tolice aceitar truques pedagógicos para mascarar o sucateamento da educação. Esconder embaixo do tapete as centenas de escolas que precisam ser reconstruídas e respeitadas.
A afirmação de que o atual sistema de seriação não funciona é baseado em números polares. Polares por serem frios. E pelo fato de que das regiões polares só conhecemos as camadas superficiais. Mas não somos contrários às mudanças. A prova disto é que o sistema de seriação está muito longe do sistema antigo da palmatória que tanto traumatizou alguns intelectuais do oba-oba. Mas eles não possuem limitações nos seus planos de “libertação” e querem criar mais regalias para os estudantes que não querem estudar. Estes teóricos e seus “incontestáveis diplomas e livros de literatura pedagógica” estão invertendo valores e vampirizando a autonomia e a autoridade dos professores jurando que estão defendendo “pobre” filho do trabalhador de um sistema maligno e opressor. Quem assistiu a Vila De M. Night Shyamalan reconhecerá fortes semelhanças no enredo: criar crianças em uma fazenda como se a “Era das Trevas” não tivesse acabado. Jogar na latrina o conhecimento cognitivo e teórico exigido pelos opressores vestibulares. Inventar histórias falsas e amenizar a dor!
O sistema proposto em 2012 possui pressupostos teóricos que não serão e não estão sendo seguidos. Redução de alunos por turma, maior permanência dos professores com o estudante ao longo dos anos, reorganização da estrutura física das escolas (pesquisem sobre escola de educação Integral em Palmas). A promessa de equiparação da escola pública com a escola particular realizada nas últimas campanhas políticas demonstrou ser um tremendo blábláblarghfolclórico; funk de ostentação para manipular o IDEB. Prometer o paraíso e conduzir ao inferno com o objetivo de aprovar os reprovados. MENTIR descaradamente é coisa do Capiroto. Professor não deve fazer pacto de finge que ensina e aluno finge que aprende. Tenho a impressão que as particulares não estão dançando este tango da morte acadêmica.
Corta pro 27, Comandante Hamílton! Esta escola criou um manifesto contrário aos ciclos. Escreveram artigos. Entraram em debates e discussões. Deram a cara a tapas! Anteciparam a lambança que está acontecendo. Sintetizaram que o objetivo real do novo sistema é economizar verbas. Educação não é e nunca foi prioridade para nenhum dos governos do Distrito Federal. Não importam as cores ou animais da bandeira vigente no Planalto. O projeto de escola pública e criar um circo de eternas promessas.
Alguns governistas, que são partidários antes de serem professores, chegaram a acusar os professores do CEF 27 de estarem suspirando de maneira ressentida as ideologias da Direita. Fomos comparados a Pitt Bulls raivosos. Uma clara inversão. São as matilhas de cães dóceis que ficam associadas a legendas políticas para manipular eventos, ganhar no grito e disseminar idéias que não representam o interesse da maioria. Ofendem o processo democrático de construção do espaço escolar.
Nós somos uma alcateia de lobos, animais que foram acusados perseguidos por épocas. Eles não fogem à luta e seguem sua natureza. Diz um ditado que homens podem ser domesticados com dinheiro, cães da matilha podem ser domesticados com biscoitinhos partidários e promessas de grandeza, já os lobos… lobos não podem ser domesticados. E nossa natureza, pura e selvagem, exige uma escola no qual possamos dar as aulas que daríamos aos nossos filhos. Este objetivo não é negociável.
Encontramos outros lobos no fórum de debate, nos sindicatos, entre os pais e até mesmo em estudantes do Grêmio que estiveram enriquecendo reuniões sobre o tema (jovens do 9º ano lecionando aulas de bom senso para dúzias de secretarias de Estado). Esperamos vossa colaboração, pois a matilha alienada está infiltrada nos órgãos públicos, e eles não sabem o que fazem. Imaginam que estão sacando a Excalibur para mudar o mundo. Não, não estão! Estão libertando é o Godzilla e outros kaijus. Os mesmos que já destruíram escolas e devoraram criancinhas em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Ceará, Minas Gerais, no BIA…
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* Jackson Wesley Lopes Barreiros é professor de História na SEDF e semeador das boas discórdias. Desconfia que a adoção dos ciclos, depois do embate com o Judiciário, será opcional. Mas não está preocupado apenas com a sua unidade educacional. Exige a criação de um fórum virtual, aberto á comunidade escolar, para que os professores e membros do governo possam debater a coisa pública de maneira pública. Depois, deixe que pais e alunos, o trabalhador e o filho de trabalhador, escolham a melhor proposta.

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